Quem foi nas horas que passam
Levado por sonhos desterrados
Pela dor mais molestada
No coração ressentida
E na pele marcante, gritante
Cortante e latente por dias
Que o tempo não soube contar?
Fui eu
Quem é que amanhã, depois
Para sempre, eternamente
Lembrar-se-á da ressaca
Que é cada vício de ti
Pela dependência das doses
Inertes, injectadas em mim
Directamente no coração?
Serei eu
Quem é que hoje, aqui e agora
Chora por dentro pela mágoa
E pelo grito inchado da esperança
Desesperante de cada presente
Que jamais, nunca passará
Ao futuro frenético que a alma
E o corpo melancolicos anseiam.
Sou eu
Se quiseres compreender-me
Não me perguntes o que queres saber
Mas sim o nunca quererás saber
Para que não me acusem então
Da insensibilidade que não minha
Mas que guardarei comigo
Para poder ser senhor de algo de teu.
Filipe Garrido
quarta-feira, agosto 15, 2007
Se me quiseres conhecer
Passa as tuas mãos
Deslavadas de preconceitos
Sobre o meu rosto
Untado pela nitidez
De cada sentimento meu
E pelo sorriso esguio
Fugindo da boca
Que em tempos beijaste
E carregava a vernaculidade
Das palavras que cessavam
Os silêncios suspirantes
Dos nossos braços
Entrelaçados aos corpos
Que de tão meus e tão teus
Perdidos ficaram
Pela ilusão que se criara.
Relembrando bolinhas
Paradas na rua
Na minha ou na tua
Parámos o tempo
Porque assim convinha
Na noite em que a lua
Jurava vingança
Pela beleza das almas
Que então dancavam
No eterna madruga
Que a pressa esperava.
Galgámos distâncias
Que só eu recordo
Pois tu quando te calas
Pareces esquecida
Das vezes que eu, tu e nós
Trocámos os olhares
Pela distância inculta
Que os corpos temiam.
Engolimos o mundo
Só por um segundo
Mas a azia foi tanta
Que a dor está marcada
Para todo o tempo
Desde o antanho
Até à eternidade.
Filipe Garrido
Passa as tuas mãos
Deslavadas de preconceitos
Sobre o meu rosto
Untado pela nitidez
De cada sentimento meu
E pelo sorriso esguio
Fugindo da boca
Que em tempos beijaste
E carregava a vernaculidade
Das palavras que cessavam
Os silêncios suspirantes
Dos nossos braços
Entrelaçados aos corpos
Que de tão meus e tão teus
Perdidos ficaram
Pela ilusão que se criara.
Relembrando bolinhas
Paradas na rua
Na minha ou na tua
Parámos o tempo
Porque assim convinha
Na noite em que a lua
Jurava vingança
Pela beleza das almas
Que então dancavam
No eterna madruga
Que a pressa esperava.
Galgámos distâncias
Que só eu recordo
Pois tu quando te calas
Pareces esquecida
Das vezes que eu, tu e nós
Trocámos os olhares
Pela distância inculta
Que os corpos temiam.
Engolimos o mundo
Só por um segundo
Mas a azia foi tanta
Que a dor está marcada
Para todo o tempo
Desde o antanho
Até à eternidade.
Filipe Garrido
sábado, agosto 11, 2007
Se um dia eu voltar a passear
Ao lado das pegadas que deixas,
Nos teus ombros descansarei
A minha cabeça dormente
Abraçando o teu corpo sóbrio.
E na ansiedade do meu ser
Escutarei, por fim
As palavras que os teus lábios
Guardaram por opressão
Do teu prepotente coração.
Para ti... musa de cristal
Filipe Garrido
Ao lado das pegadas que deixas,
Nos teus ombros descansarei
A minha cabeça dormente
Abraçando o teu corpo sóbrio.
E na ansiedade do meu ser
Escutarei, por fim
As palavras que os teus lábios
Guardaram por opressão
Do teu prepotente coração.
Para ti... musa de cristal
Filipe Garrido
Aqui parto eu sozinho
No meio de coisas estranhas
Igual às coisas estranhas.
Emigrei novamente
Para longe do meu coração
Senti-me em quase tudo
Em cada raio de sol
Que deslumbra as gotas de orvalho
Numa manhã insonsa
Desbravei os caminhos
Até então por se descobrirem
Seguindo assim,
Meu rumo verdadeiro.
Perdi por entre os trilhos
Descendo a encosta até ao rio
E vi-te numa outra margem
Debruçada sobre os montes.
Olhei dentro dos montes
Que se fundiam com o céu
Encontrei-te criatura
Na ilusão de seres eternamente bela.
Senti que deveria voltar
Por força do desprezo do mundo.
E por pensar já estar livre
Regressei à casa,
Para prender-me novamente
No que eu sinto por ti
Perto de ti, terei vida eterna, minha musa...
Filipe Garrido
No meio de coisas estranhas
Igual às coisas estranhas.
Emigrei novamente
Para longe do meu coração
Senti-me em quase tudo
Em cada raio de sol
Que deslumbra as gotas de orvalho
Numa manhã insonsa
Desbravei os caminhos
Até então por se descobrirem
Seguindo assim,
Meu rumo verdadeiro.
Perdi por entre os trilhos
Descendo a encosta até ao rio
E vi-te numa outra margem
Debruçada sobre os montes.
Olhei dentro dos montes
Que se fundiam com o céu
Encontrei-te criatura
Na ilusão de seres eternamente bela.
Senti que deveria voltar
Por força do desprezo do mundo.
E por pensar já estar livre
Regressei à casa,
Para prender-me novamente
No que eu sinto por ti
Perto de ti, terei vida eterna, minha musa...
Filipe Garrido
Vejo-me em ti...
É triste viver e sentir
Que de uma forma ou de outra
Passarei a vida a procurar-te
Nos recantos dos meus sonhos.
Os meus olhos buscam-te
Incessante e inconscientemente
E na calada de cada pensamento
Sou assombrado pela incompreensão
O meu coração chora
Pelas mágoas que provocas
Pelos desaires que surgem
Nos delírios dos meus dias
Não consigo olhar para ti
Sem ver-me em ti
Não consigo ver-me sem ti
Fecho os olhos e vejo-me em ti.
Vejo-me em ti...
Filipe Garrido
Que de uma forma ou de outra
Passarei a vida a procurar-te
Nos recantos dos meus sonhos.
Os meus olhos buscam-te
Incessante e inconscientemente
E na calada de cada pensamento
Sou assombrado pela incompreensão
O meu coração chora
Pelas mágoas que provocas
Pelos desaires que surgem
Nos delírios dos meus dias
Não consigo olhar para ti
Sem ver-me em ti
Não consigo ver-me sem ti
Fecho os olhos e vejo-me em ti.
Vejo-me em ti...
Filipe Garrido
Depressão
A angústia de viver
Confunde-se com tudo
Confunde-se contigo
E com este amor descabido
Que vive acompanhado
Por uma vontade de morrer.
Não é apenas de morrer
É de nunca ter existido.
Não estou a desistir de mim
Estou a desistir de tudo o resto
Como aqueles que desistiram de mim.
A força que outrora eu encerrava
Já não habita em mim
Meus músculos invisíveis
Cansados já não querem viver
Mas ainda existe em mim
Uma força enigmática
Que nem o tempo e o fogo
Conseguem matar.
O degredo da depressão...
Filipe Garrido
Confunde-se com tudo
Confunde-se contigo
E com este amor descabido
Que vive acompanhado
Por uma vontade de morrer.
Não é apenas de morrer
É de nunca ter existido.
Não estou a desistir de mim
Estou a desistir de tudo o resto
Como aqueles que desistiram de mim.
A força que outrora eu encerrava
Já não habita em mim
Meus músculos invisíveis
Cansados já não querem viver
Mas ainda existe em mim
Uma força enigmática
Que nem o tempo e o fogo
Conseguem matar.
O degredo da depressão...
Filipe Garrido
Quantas pétalas
Deverá esta rosa perder
Até que deixe de ser estimada?
Quanto deverei amar-te
Até ter-te ao meu lado?
Quantas primaveras
Dever-se-ão passar
Até que a andorinha
Sorria para mim?
Quantos cristais devo polir
Até que me consigas ver?
Quão perto
Deverei aproximar a lua
Para convencer-te
A lá ires comigo?
Quero-te tanto
Que não há tanto quanto
Que explique o porquê
De tanto querer.
Para ti... musa de cristal
Filipe Garrido
Deverá esta rosa perder
Até que deixe de ser estimada?
Quanto deverei amar-te
Até ter-te ao meu lado?
Quantas primaveras
Dever-se-ão passar
Até que a andorinha
Sorria para mim?
Quantos cristais devo polir
Até que me consigas ver?
Quão perto
Deverei aproximar a lua
Para convencer-te
A lá ires comigo?
Quero-te tanto
Que não há tanto quanto
Que explique o porquê
De tanto querer.
Para ti... musa de cristal
Filipe Garrido
E o silêncio fez-se morte
E o silêncio fez-se morte
Quando me afastei de ti
Mas o teu longo abraço
Por mim há muito anseado
Surge como a noite
Encoberta em neblina.
A lua, essa velha lua,
Minha humilde companheira
Não volta a abandonar-me
E permanece fiel a mim
Quando mais preciso dela.
Sob o seu luar prateado
Encontro a essência da vida,
A magia iluminada
Da mais pura eternidade.
Filipe Garrido
Quando me afastei de ti
Mas o teu longo abraço
Por mim há muito anseado
Surge como a noite
Encoberta em neblina.
A lua, essa velha lua,
Minha humilde companheira
Não volta a abandonar-me
E permanece fiel a mim
Quando mais preciso dela.
Sob o seu luar prateado
Encontro a essência da vida,
A magia iluminada
Da mais pura eternidade.
Filipe Garrido
sexta-feira, agosto 10, 2007
Oh, andorinha
Oh, andorinha que vais sozinha!!
Leva-me contigo para onde fores
Carrega comigo
Nas tuas dóceis asas
Como mais ninguém faz.
Oh, pássaro de ébano!
Faz com que a primavera
Não se acabe nunca mais
Pois lembro que só nela encontrei
A minha musa de cristal.
Congela-me no tempo
Para que este não me leve para longe.
Andorinha, leva-me
Mas deixa a certeza de que irei voltar
Para seus braços mais uma vez
E para sempre...
Filipe Garrido
Leva-me contigo para onde fores
Carrega comigo
Nas tuas dóceis asas
Como mais ninguém faz.
Oh, pássaro de ébano!
Faz com que a primavera
Não se acabe nunca mais
Pois lembro que só nela encontrei
A minha musa de cristal.
Congela-me no tempo
Para que este não me leve para longe.
Andorinha, leva-me
Mas deixa a certeza de que irei voltar
Para seus braços mais uma vez
E para sempre...
Filipe Garrido
quarta-feira, julho 25, 2007
Tortura
Tenho mordido a minha língua
E cortado os meus dedos.
Tenho rasgado a minha pele
E ainda queimo as unhas.
Tenho esfaqueado as mãos
E pregado os meus pés.
Já escalfei as minhas pernas
E esfolei os meus joelhos.
Mas nada disso,
Faz-me esquecer-te.
Já mergulhei num rio de lava
E nem sequer sei nadar.
Atravessei mil desertos
Acompanhado pela solidão
E fiquei dias sem comer
A cair de telhado em telhado.
já tentei tudo, mesmo tudo,
Mas nenhuma tortura é pior
Que a falta da tua presença.
Filipe Garrido
E cortado os meus dedos.
Tenho rasgado a minha pele
E ainda queimo as unhas.
Tenho esfaqueado as mãos
E pregado os meus pés.
Já escalfei as minhas pernas
E esfolei os meus joelhos.
Mas nada disso,
Faz-me esquecer-te.
Já mergulhei num rio de lava
E nem sequer sei nadar.
Atravessei mil desertos
Acompanhado pela solidão
E fiquei dias sem comer
A cair de telhado em telhado.
já tentei tudo, mesmo tudo,
Mas nenhuma tortura é pior
Que a falta da tua presença.
Filipe Garrido
Volta
Eu nunca imaginei
Nem tão pouco quis pensar
Como seria no dia
Em que tu partisses.
Agora estou aqui
Preso nesse pensamento
Embora pareça triste
É a mais pura verdade.
Volta, por favor
Desta vez sou eu que peço
Volta de uma vez
Só tu sabes onde eu estou.
Vem ter comigo aqui
No cemitério das emoções
Que morreram em mim
Vem, se for preciso eu imploro
Só não fiques indiferente
Diz-me qualquer coisa
Diz-me por que não vens.
Tira-me daqui
Ajuda-me por favor
Volta, estou a implorar.
Volta!!!
Filipe Garrido
Nem tão pouco quis pensar
Como seria no dia
Em que tu partisses.
Agora estou aqui
Preso nesse pensamento
Embora pareça triste
É a mais pura verdade.
Volta, por favor
Desta vez sou eu que peço
Volta de uma vez
Só tu sabes onde eu estou.
Vem ter comigo aqui
No cemitério das emoções
Que morreram em mim
Vem, se for preciso eu imploro
Só não fiques indiferente
Diz-me qualquer coisa
Diz-me por que não vens.
Tira-me daqui
Ajuda-me por favor
Volta, estou a implorar.
Volta!!!
Filipe Garrido
Vai
Vai, mas vai agora
E depois não digas
Que queres voltar
Vai e me esquece
E não penses mais em mim.
E se por algum acaso
Tu quiseres regressar
Lembra-te por favor
Que já te terei esquecido
Vai e leva contigo
A minha felicidade
Deixa-me só e vai
Não te preocupes
Eu ficarei bem
Não serás tu
Ou alguém igual a ti
Que irá alterar
O meu estado de espírito
Mas vai, não me faças esperar
E bate a porta quando saíres.
Filipe Garrido
E depois não digas
Que queres voltar
Vai e me esquece
E não penses mais em mim.
E se por algum acaso
Tu quiseres regressar
Lembra-te por favor
Que já te terei esquecido
Vai e leva contigo
A minha felicidade
Deixa-me só e vai
Não te preocupes
Eu ficarei bem
Não serás tu
Ou alguém igual a ti
Que irá alterar
O meu estado de espírito
Mas vai, não me faças esperar
E bate a porta quando saíres.
Filipe Garrido
segunda-feira, julho 23, 2007
Horas de cetim
Eu sou um poeta guerreiro
E amo-te desprendidamente
As minhas armas são palavras
Que busco desalmadamente
Sei mais do que já aprendi
E encontrei muitas coisas
Ainda por descobrir
Neste lado do mundo
Sinto coisas que nunca vi
Sei tudo o que desconheço
Ando perdido em palavras
Que tenho por proferir
Perdi-me em ti tantas vezes
Perdi-te sem nunca ter-te
Faz-me falta o que já tenho
Como o fulgor de mil desejos
Dos castelos que construí
Apenas um está em pé
Mas por ser feito de areia
Fundir-se-á com o teu mar
Estou pendente sobre o mundo
Sonho mais do que vivo
Vivo mais que a própria vida
Estou onde não estou
Já condensei tantas vidas
Que a minha vida não para
Corro contra o meu destino
Que nunca me dá o que quero
Tenho o meu corpo aberto
Aqui, para ti e para sempre
O meu coração é uma mina
Que está, prestes a explodir
Estou sentado à beira do mundo
A espera de ver-te passar
O tempo passa devagarinho
E as horas parecem cetim
Para a minha musa de cristal...
Filipe Garrido
E amo-te desprendidamente
As minhas armas são palavras
Que busco desalmadamente
Sei mais do que já aprendi
E encontrei muitas coisas
Ainda por descobrir
Neste lado do mundo
Sinto coisas que nunca vi
Sei tudo o que desconheço
Ando perdido em palavras
Que tenho por proferir
Perdi-me em ti tantas vezes
Perdi-te sem nunca ter-te
Faz-me falta o que já tenho
Como o fulgor de mil desejos
Dos castelos que construí
Apenas um está em pé
Mas por ser feito de areia
Fundir-se-á com o teu mar
Estou pendente sobre o mundo
Sonho mais do que vivo
Vivo mais que a própria vida
Estou onde não estou
Já condensei tantas vidas
Que a minha vida não para
Corro contra o meu destino
Que nunca me dá o que quero
Tenho o meu corpo aberto
Aqui, para ti e para sempre
O meu coração é uma mina
Que está, prestes a explodir
Estou sentado à beira do mundo
A espera de ver-te passar
O tempo passa devagarinho
E as horas parecem cetim
Para a minha musa de cristal...
Filipe Garrido
domingo, julho 22, 2007
Blame it on my youth >>Nat Cole King
If I expected love when first we kissed
Blame it on my youth
If only just for you I did exist
Blame it on my youth
I believed in everything
Like a child at three
You meant more than everything
All the world to me
If you were on my mind all night and day
Blame it on my youth
If I forgot to eat and sleep and pray
Blame it on my youth
If I cried a little bit
When first I learned the truth
Don't blame it on my heart
Blame it on my youth
Blame it on my youth
If only just for you I did exist
Blame it on my youth
I believed in everything
Like a child at three
You meant more than everything
All the world to me
If you were on my mind all night and day
Blame it on my youth
If I forgot to eat and sleep and pray
Blame it on my youth
If I cried a little bit
When first I learned the truth
Don't blame it on my heart
Blame it on my youth
quarta-feira, julho 18, 2007
Words >> Bee Gees
Smile an everlasting smile,
A smile can bring you near to me.
Don't ever let me find you down,
Cause that would bring a tear to me.
This world has lost its glory,
Let's start a brand new story now, my love.
Right now, there'll be no other time
And I can show you how, my love.
Talk in everlasting words,
And dedicate them all to me.
And I will give you all my life,
I'm here if you should call to me.
You think that I don't even mean
A single word I say.
It's only words,
And words are all I have, to
Take your heart away.
You think that I don't even mean
A single word I say.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
A smile can bring you near to me.
Don't ever let me find you down,
Cause that would bring a tear to me.
This world has lost its glory,
Let's start a brand new story now, my love.
Right now, there'll be no other time
And I can show you how, my love.
Talk in everlasting words,
And dedicate them all to me.
And I will give you all my life,
I'm here if you should call to me.
You think that I don't even mean
A single word I say.
It's only words,
And words are all I have, to
Take your heart away.
You think that I don't even mean
A single word I say.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
It's only words, and words are all I have,
To take your heart away.
terça-feira, julho 17, 2007
Morte
Agora, vou levantar-me amanhã.
Vou curar-me de tudo,
Fazer de mim algo melhor.
Tenho estado aqui, não sei
Talvez uns cem anos.
E apesar disso
Tu não queres saber de mim.
Espelhas no rosto o desgosto
Do meu fim eterno,
Mas afastas-te de mim.
Não quero ser assim,
Imortal com a força toda.
Vem ceifar-me a vida,
Liberta a minha alma
Deste corpo decadente.
Vem morte, leva-me contigo
Beija-me, abraça-me,
Mas não me deixes aqui,
Mostra-me o teu poder
Já que és senhora do destino.
Sei que a minha sina não é esta,
Leva-me de uma vez
E não me deixes com o mesmo nada.
É sempre a mesma vida
Já nem tenho força para gritar
Sou como uma pedra a cair
Num longo poço sem fundo.
Afinal…
Já tenho fome de morte.
Filipe Garrido
Vou curar-me de tudo,
Fazer de mim algo melhor.
Tenho estado aqui, não sei
Talvez uns cem anos.
E apesar disso
Tu não queres saber de mim.
Espelhas no rosto o desgosto
Do meu fim eterno,
Mas afastas-te de mim.
Não quero ser assim,
Imortal com a força toda.
Vem ceifar-me a vida,
Liberta a minha alma
Deste corpo decadente.
Vem morte, leva-me contigo
Beija-me, abraça-me,
Mas não me deixes aqui,
Mostra-me o teu poder
Já que és senhora do destino.
Sei que a minha sina não é esta,
Leva-me de uma vez
E não me deixes com o mesmo nada.
É sempre a mesma vida
Já nem tenho força para gritar
Sou como uma pedra a cair
Num longo poço sem fundo.
Afinal…
Já tenho fome de morte.
Filipe Garrido
Há uma palavra que ecoa
Na boca deste povo
E até parece que voa
Do velho para o mais novo
Salta rios e fronteiras
Viaja como os fogutões
Usa-se para brincadeiras
E até em revoluções
É uma palavra perfeita
E qualquer um a aceita
Como divina entidade
Mas se alguém a esquecer
Eu bem a posso descrever
Como apenas liberdade
Filipe Garrido
Na boca deste povo
E até parece que voa
Do velho para o mais novo
Salta rios e fronteiras
Viaja como os fogutões
Usa-se para brincadeiras
E até em revoluções
É uma palavra perfeita
E qualquer um a aceita
Como divina entidade
Mas se alguém a esquecer
Eu bem a posso descrever
Como apenas liberdade
Filipe Garrido
Passei por ti em tempo mudo
Passei por ti em tempo mudo
As palavras, o coração, levaste tudo
Perdi-te por não te ter falado
Ou por nada ter pensado
Esperarei por ti aqui, em qualquer lado
Com o pensamento e coração perdido
Se a escuridão já me tiver recebido
Darás por mim aqui, algures deitado
Agora que tenho a cabeça enterrada
Na vida não me resta então mais nada
Senão viver sem cabeça e coração
Mas se sem coração não sei viver
Tudo que me resta é então morrer
Sem te reencontrar, oh perfeição!
Filipe Garrido
As palavras, o coração, levaste tudo
Perdi-te por não te ter falado
Ou por nada ter pensado
Esperarei por ti aqui, em qualquer lado
Com o pensamento e coração perdido
Se a escuridão já me tiver recebido
Darás por mim aqui, algures deitado
Agora que tenho a cabeça enterrada
Na vida não me resta então mais nada
Senão viver sem cabeça e coração
Mas se sem coração não sei viver
Tudo que me resta é então morrer
Sem te reencontrar, oh perfeição!
Filipe Garrido
sábado, julho 14, 2007
Sinto-me tão sozinho
O mundo parece enorme,
Bem maior do que
Quando eu era pequeno.
Perco-me em lembranças,
Perco-me em pensamentos,
Perco-me ilusioriamente.
Sinto-me abandonado
Sem forças para continuar,
O amor é minha bengala
Mas não foi feita à medida.
Não me digam para sorrir
Que estou estranho
Não me digam nada
Tudo o que é preciso és tu...
O teu toque sobre a minha pele
Os teus abraços
Os teus...
Tu estás insegura...
Que posso eu fazer?
Sinto-me tão fraco
Que já nada posso.
Filipe Garrido
O mundo parece enorme,
Bem maior do que
Quando eu era pequeno.
Perco-me em lembranças,
Perco-me em pensamentos,
Perco-me ilusioriamente.
Sinto-me abandonado
Sem forças para continuar,
O amor é minha bengala
Mas não foi feita à medida.
Não me digam para sorrir
Que estou estranho
Não me digam nada
Tudo o que é preciso és tu...
O teu toque sobre a minha pele
Os teus abraços
Os teus...
Tu estás insegura...
Que posso eu fazer?
Sinto-me tão fraco
Que já nada posso.
Filipe Garrido
Matters Of The Heart >> Tracy Chapman
I lose my head
From time to time
I make a fool of myself
In matters of the heart
We should have been holding each other
Instead we talked
I make a fool of myself
In matters of the heart
But I asked before
Your reply was kind and polite
One wants more
When one's denied
I make a fool of myself
In matters of the heart
I won't call it love
But it feels good to have passion in my life
If there's a battle
I hope my head always defers to my heart
In matters of the heart
I guess I'm crazy to think
I can give you what you don't want
I make a fool of myself
In matters of the heart
I've made myself sick
I can't think of anything else
I can't sleep at night
I make a fool of myself
In matters of the heart
I wish that I had the power
To make these feelings stop
I lose all self control
In matters of the heart
I can't believe
It's so hard to find someone
To give affection to
And from whom you can receive
I guess it's just the draw of the cards
In matters of the heart
You caught me off guard
Somehow you reached me
Where I thought I had nothing left inside
I've learned a lesson
I've been edified
In matters of the heart
I've spent my nights
Where the sleeping dogs lie
Not by your side
It feels so lonely
Once again
I've left too much to chance
In matters of the heart
Here I sit
I'm feeling sorry for myself
It's quite a sight
But I have you to thank
For reminding me
We're all alone in this world
And in matters of the heart
I'm already missing you
Although we won't say good-byes
Until tomorrow afternoon
Maybe when and if I see you again
We'll see eye to eye
In matters of the heart
I have no harsh words for you
I have no tears to cry
If the moon were full
I'd be howling inside
It only hurts
In matters of the heart
If today were my birthday I'd be reborn
As Bronte's bird a bird that could fly
And all accounts would be settled
In matters of the heart
Gostaria tanto que assim não fosse
From time to time
I make a fool of myself
In matters of the heart
We should have been holding each other
Instead we talked
I make a fool of myself
In matters of the heart
But I asked before
Your reply was kind and polite
One wants more
When one's denied
I make a fool of myself
In matters of the heart
I won't call it love
But it feels good to have passion in my life
If there's a battle
I hope my head always defers to my heart
In matters of the heart
I guess I'm crazy to think
I can give you what you don't want
I make a fool of myself
In matters of the heart
I've made myself sick
I can't think of anything else
I can't sleep at night
I make a fool of myself
In matters of the heart
I wish that I had the power
To make these feelings stop
I lose all self control
In matters of the heart
I can't believe
It's so hard to find someone
To give affection to
And from whom you can receive
I guess it's just the draw of the cards
In matters of the heart
You caught me off guard
Somehow you reached me
Where I thought I had nothing left inside
I've learned a lesson
I've been edified
In matters of the heart
I've spent my nights
Where the sleeping dogs lie
Not by your side
It feels so lonely
Once again
I've left too much to chance
In matters of the heart
Here I sit
I'm feeling sorry for myself
It's quite a sight
But I have you to thank
For reminding me
We're all alone in this world
And in matters of the heart
I'm already missing you
Although we won't say good-byes
Until tomorrow afternoon
Maybe when and if I see you again
We'll see eye to eye
In matters of the heart
I have no harsh words for you
I have no tears to cry
If the moon were full
I'd be howling inside
It only hurts
In matters of the heart
If today were my birthday I'd be reborn
As Bronte's bird a bird that could fly
And all accounts would be settled
In matters of the heart
Gostaria tanto que assim não fosse
sexta-feira, julho 13, 2007
Onde está o universo?
O que é o universo?
Será que faço parte dele,
Ou ele faz parte de mim?
Não sei, sem me interessa.
Onde estás tu?
Que estarás tu fazer?
Estarás a pensar em mim,
Como eu estou a pensar em ti?
Penso em ti todos os dias,
O que é o universo?
Será que faço parte dele,
Ou ele faz parte de mim?
Não sei, sem me interessa.
Onde estás tu?
Que estarás tu fazer?
Estarás a pensar em mim,
Como eu estou a pensar em ti?
Penso em ti todos os dias,
Todas as horas, todos os minutos.
Esqueço-me por uns segundos
Relembro logo a seguir.
Lamento que eu tenha permitido
Que me fizesses sentir assim.
Devolve-me os meus pensamentos,
Os meus sonhos, a minha vida.
Se não quiseres fazer isso,
Pelo menos partilha-os comigo.
Não te peço muito,
Apenas que me deixes
Ser parte do teu universo
Filipe Garrido
Esqueço-me por uns segundos
Relembro logo a seguir.
Lamento que eu tenha permitido
Que me fizesses sentir assim.
Devolve-me os meus pensamentos,
Os meus sonhos, a minha vida.
Se não quiseres fazer isso,
Pelo menos partilha-os comigo.
Não te peço muito,
Apenas que me deixes
Ser parte do teu universo
Filipe Garrido
quinta-feira, julho 12, 2007
Selfish >> Nsync
I just don't understand,
Why your running from a good man baby,
Why you wanna turn your back on love,
Why you've already given up,
See I know you've been hurt before,
But I swear I'll give you so much more,
I swear I'll never let you down,
Cause I swear it's you that I adore,
And I can't help myself babe,
Cause I think about you constantly,
And my heart gets no rest over you...
(CHORUS)
You can call me selfish,
But all I want is your love,
you can call me hopeless, baby,
Cause I'm hopelessly in love,
You can call me unperfect,
But who's perfect?
Tell me what do I gotta do,
To prove that I'm the only one for you,
So what's wrong with being selfish?
I'll be taking up your time,
Till the day I make you realize,
That for you there could be no one else,
I've just gotta have you for myself,
Baby, I would take good care of you,
No matter what it is you're going through,
I'll be there for you when you're in need,
Baby, believe in me.
Cause if love is a crime,(hey, yeah)
Then punish me,
I would die for you,
Cause I don't want to live without you,
What can I do?
(CHORUS)
Why do you keep us apart,
Why won't you give up your heart,
You know that we're meant to be together.
(doo be doo)
Why do you push me away,
All that I want is to give you love,
Forever, and ever, and ever...
(CHORUS)
Selfishly I'm in love with you,
Cause I've searched my soul,
I know that it's you. (3X)
I'll prove that I'm the only one for you,
So what's wrong with being selfish?
Sem rodeios... Lúcia...
Why your running from a good man baby,
Why you wanna turn your back on love,
Why you've already given up,
See I know you've been hurt before,
But I swear I'll give you so much more,
I swear I'll never let you down,
Cause I swear it's you that I adore,
And I can't help myself babe,
Cause I think about you constantly,
And my heart gets no rest over you...
(CHORUS)
You can call me selfish,
But all I want is your love,
you can call me hopeless, baby,
Cause I'm hopelessly in love,
You can call me unperfect,
But who's perfect?
Tell me what do I gotta do,
To prove that I'm the only one for you,
So what's wrong with being selfish?
I'll be taking up your time,
Till the day I make you realize,
That for you there could be no one else,
I've just gotta have you for myself,
Baby, I would take good care of you,
No matter what it is you're going through,
I'll be there for you when you're in need,
Baby, believe in me.
Cause if love is a crime,(hey, yeah)
Then punish me,
I would die for you,
Cause I don't want to live without you,
What can I do?
(CHORUS)
Why do you keep us apart,
Why won't you give up your heart,
You know that we're meant to be together.
(doo be doo)
Why do you push me away,
All that I want is to give you love,
Forever, and ever, and ever...
(CHORUS)
Selfishly I'm in love with you,
Cause I've searched my soul,
I know that it's you. (3X)
I'll prove that I'm the only one for you,
So what's wrong with being selfish?
Sem rodeios... Lúcia...
Basta!!!
Que devo fazer agora?
Será que devo esquecer tudo?
Deverei deixar o tempo andar
Ou fazer tudo neste momento?
Eu não quero prender-te a mim
Apenas quero voar contigo.
Eu adoro-te, tu bem sabes.
Mas eu não sei o que sentes.
Queres-me coladinho à ti,
Ou a anos-luz de onde estás?
Eu não quero mandar na tua vida
Só quero estar junto a ti.
Já só sei o que é a solidão
Estou num abismo dentro de mim.
Estou sozinho, ainda mais que tu.
E não quero ficar assim
E recuso-me a ficarmos assim.
Por isso e não só.
Basta!!!
Filipe Garrido
Será que devo esquecer tudo?
Deverei deixar o tempo andar
Ou fazer tudo neste momento?
Eu não quero prender-te a mim
Apenas quero voar contigo.
Eu adoro-te, tu bem sabes.
Mas eu não sei o que sentes.
Queres-me coladinho à ti,
Ou a anos-luz de onde estás?
Eu não quero mandar na tua vida
Só quero estar junto a ti.
Já só sei o que é a solidão
Estou num abismo dentro de mim.
Estou sozinho, ainda mais que tu.
E não quero ficar assim
E recuso-me a ficarmos assim.
Por isso e não só.
Basta!!!
Filipe Garrido
terça-feira, julho 10, 2007
E os dias já não são dias
E as horas já duram dias
Perco a noção de tudo
Não vejo nínguem
Senão tu.
Não sinto nada, senão isto
Este sentimento táureo
Que ocupa os meus dias.
Vivo os meus sonhos
Como se fossem realidade
Faço do passado o meu presente
Minha utopia da vida.
Quero esgotar o meu último milagre
O meu último desejo.
Esta emoção prodigiosa
Não desgruda de mim,
E após estas semanas
Que duraram meses
Nada em mim parece ter mudado.
Quanto a ti, minha musa
A mudança amedronta-te
O que sentes apavora-te.
E só eu tenho a resposta
Para essa tua pergunta.
Filipe Garrido
E as horas já duram dias
Perco a noção de tudo
Não vejo nínguem
Senão tu.
Não sinto nada, senão isto
Este sentimento táureo
Que ocupa os meus dias.
Vivo os meus sonhos
Como se fossem realidade
Faço do passado o meu presente
Minha utopia da vida.
Quero esgotar o meu último milagre
O meu último desejo.
Esta emoção prodigiosa
Não desgruda de mim,
E após estas semanas
Que duraram meses
Nada em mim parece ter mudado.
Quanto a ti, minha musa
A mudança amedronta-te
O que sentes apavora-te.
E só eu tenho a resposta
Para essa tua pergunta.
Filipe Garrido
domingo, julho 08, 2007
Esperança
Os papéis rasgados
Sobre a secretária,
Folhas amarrotadas
Espalhadas pelo chão,
A luz insignificante
Que sai pelo candeeiro.
É o cenário do desespero
De um homem apaixonado.
Passa horas contínuas
Com uma caneta na mão
Sobre as resmas de folhas
Caem os pensamentos
Sentimentos falhados
Ou talvez ilusórios
Memórias de um sonho
Em tempos, perfeito.
Leio tais rabiscos
Nos pedaços de papel
Que falam de ti
E de mim também,
Olho para o homem
Que os terá escrito
Em tudo é igual a mim
Mas falta-lhe algo,
Quiçá esperança
De um amor vindo de ti.
Filipe Garrido
Sobre a secretária,
Folhas amarrotadas
Espalhadas pelo chão,
A luz insignificante
Que sai pelo candeeiro.
É o cenário do desespero
De um homem apaixonado.
Passa horas contínuas
Com uma caneta na mão
Sobre as resmas de folhas
Caem os pensamentos
Sentimentos falhados
Ou talvez ilusórios
Memórias de um sonho
Em tempos, perfeito.
Leio tais rabiscos
Nos pedaços de papel
Que falam de ti
E de mim também,
Olho para o homem
Que os terá escrito
Em tudo é igual a mim
Mas falta-lhe algo,
Quiçá esperança
De um amor vindo de ti.
Filipe Garrido
Sensasional era a vida dos nossos avôs
Que tiveram-nos como netos, éramos criança
Agora, só é inglório o tempo que cá vai
Para aqueles que não receberam o testemunho.
Rumamos então para longe da nossa memória
Não nos esquecémos, apenas não nos lembramos
Damos a volta ao nosso mundo sem metas
E se pudessemos não parariamos para o descanço
Seguimos o caminho, nesta terra já trilhada
Pisamos as suas pegadas, para não nos perdermos
Saltamos, corremos, vivemos e morremos
Livre somos, presos ao ténue fio da vida
Nada somos, se isso não importar
Nada sou se tu não me importas.
Sensasional era a vida dos nossos avôs
Que contam o seu passado, rico e opulento
Com um nobre sorriso nos lábios
Pelos romances que tiveram em tempos
E pela pureza de cristal com que viveram.
Sim, belas vidas, eles sim viveram.
Sentiram realmente os seus sentimentos
Amaram, desamaram e voltaram a amar
E nunca se entregaram ao medo
Quem me dera ter uma vida assim.
Mas como poderei levedar o que sinto
Quando a única resposta que recebo
É alimentada pelo medo, ou algo assim?
Será que tens medo de ser feliz?
Ou não consiguirei fazer-te feliz?
Será algum dia a nossa vida sensasional?
Filipe Garrido
Que tiveram-nos como netos, éramos criança
Agora, só é inglório o tempo que cá vai
Para aqueles que não receberam o testemunho.
Rumamos então para longe da nossa memória
Não nos esquecémos, apenas não nos lembramos
Damos a volta ao nosso mundo sem metas
E se pudessemos não parariamos para o descanço
Seguimos o caminho, nesta terra já trilhada
Pisamos as suas pegadas, para não nos perdermos
Saltamos, corremos, vivemos e morremos
Livre somos, presos ao ténue fio da vida
Nada somos, se isso não importar
Nada sou se tu não me importas.
Sensasional era a vida dos nossos avôs
Que contam o seu passado, rico e opulento
Com um nobre sorriso nos lábios
Pelos romances que tiveram em tempos
E pela pureza de cristal com que viveram.
Sim, belas vidas, eles sim viveram.
Sentiram realmente os seus sentimentos
Amaram, desamaram e voltaram a amar
E nunca se entregaram ao medo
Quem me dera ter uma vida assim.
Mas como poderei levedar o que sinto
Quando a única resposta que recebo
É alimentada pelo medo, ou algo assim?
Será que tens medo de ser feliz?
Ou não consiguirei fazer-te feliz?
Será algum dia a nossa vida sensasional?
Filipe Garrido
Não sei até que ponto serei invencível
Se me sinto tão vulnerável neste momento...
A espera de uma resposta, de um sinal
Que pode não ser bem o que eu quero.
No entanto, só espero não desesperar,
Sei lá, talvez tenha sido criado assim,
Aprendendo a lidar sozinho com a minha mágoa
A guardar tudo cá dentro, iludindo-me
Que isso deixar-me-ia mais forte.
Sei lá, talvez por pensar ser "invencível".
Alimentei esta ideia por toda a vida,
De ser frio, cruel e insensível
Enfrentando a frivolidade da minha vida.
Mas tudo isto mudou a minha visão.
Tu mudaste a minha visão.
Serás tão insensível, quanto eu julguei ser?
Terá sido o teu passado tão cruel assim?
Farei o possível para provar-te
Que a realidade é bem diferente.
O teu medo não tem razão de ser
Tão bem como esta distância entre nós.
Filipe Garrido
Se me sinto tão vulnerável neste momento...
A espera de uma resposta, de um sinal
Que pode não ser bem o que eu quero.
No entanto, só espero não desesperar,
Sei lá, talvez tenha sido criado assim,
Aprendendo a lidar sozinho com a minha mágoa
A guardar tudo cá dentro, iludindo-me
Que isso deixar-me-ia mais forte.
Sei lá, talvez por pensar ser "invencível".
Alimentei esta ideia por toda a vida,
De ser frio, cruel e insensível
Enfrentando a frivolidade da minha vida.
Mas tudo isto mudou a minha visão.
Tu mudaste a minha visão.
Serás tão insensível, quanto eu julguei ser?
Terá sido o teu passado tão cruel assim?
Farei o possível para provar-te
Que a realidade é bem diferente.
O teu medo não tem razão de ser
Tão bem como esta distância entre nós.
Filipe Garrido
São tantas as coisas
Que passam na minha cabeça
Mas só consigo pensar em ti.
Há tanta dor no meu corpo
Que a luta para esquecê-la
Chega a ser sacrificante.
Mas ja agora, porque não?
Porque não partir para essa guerra
Já que nada tenho a perder?
Porque não sacrificar-me
Em prol de algo melhor para nós?
Será por recear o futuro?
Ou simplesmente porque
O medo de nunca te ter
É bem maior que o medo
De um dia vir a perder-te?
Preciso de uma resposta... preciso de ti..
Filipe Garrido
Que passam na minha cabeça
Mas só consigo pensar em ti.
Há tanta dor no meu corpo
Que a luta para esquecê-la
Chega a ser sacrificante.
Mas ja agora, porque não?
Porque não partir para essa guerra
Já que nada tenho a perder?
Porque não sacrificar-me
Em prol de algo melhor para nós?
Será por recear o futuro?
Ou simplesmente porque
O medo de nunca te ter
É bem maior que o medo
De um dia vir a perder-te?
Preciso de uma resposta... preciso de ti..
Filipe Garrido
segunda-feira, julho 02, 2007
Sou o vento canibal
Que te marca a pele,
Sou um falso deus
Que teimas em seguir.
Sou a vedação que separa
A tua mente do teu ego.
Sou o teu reflexo no espelho
O pêndulo do teu coração,
Sou quem tu queres
Quando nunca chego.
Sou quem tu mais detestas
Quando estou presente.
Sim, eu isso e muito mais.
Sou a vida que te desperta
Ao início de cada dia
E a morte à espreita a cada noite.
Sou a causa do teu olhar vazio,
A água que mata a tua sede
E o alimento do teu corpo faminto.
Mas por muito que queiras
Não consegues admitir,
Mas eu sei, eu sei...
Filipe Garrido
Que te marca a pele,
Sou um falso deus
Que teimas em seguir.
Sou a vedação que separa
A tua mente do teu ego.
Sou o teu reflexo no espelho
O pêndulo do teu coração,
Sou quem tu queres
Quando nunca chego.
Sou quem tu mais detestas
Quando estou presente.
Sim, eu isso e muito mais.
Sou a vida que te desperta
Ao início de cada dia
E a morte à espreita a cada noite.
Sou a causa do teu olhar vazio,
A água que mata a tua sede
E o alimento do teu corpo faminto.
Mas por muito que queiras
Não consegues admitir,
Mas eu sei, eu sei...
Filipe Garrido
domingo, julho 01, 2007
Sozinho
Sozinho, do outro lado do mundo
O esforço para respirar é tanto
Que já nem tenho força
Para fazê-lo mais fundo.
Sozinho, a pensar em ti,
A vontade de ver-te é tanta
Que só te quero aqui
E poder beijar-te
Sozinho, escoltado pela lua,
E os meus pensares em ti.
Perdido no meio da rua
E já nem a lua sorri.
Somos dois inocentes
Separados da nossa metade.
Vivemos descontentes
Carregando a saudade.
Obrigado lua, só tu me compreendes.
Filipe Garrido
O esforço para respirar é tanto
Que já nem tenho força
Para fazê-lo mais fundo.
Sozinho, a pensar em ti,
A vontade de ver-te é tanta
Que só te quero aqui
E poder beijar-te
Sozinho, escoltado pela lua,
E os meus pensares em ti.
Perdido no meio da rua
E já nem a lua sorri.
Somos dois inocentes
Separados da nossa metade.
Vivemos descontentes
Carregando a saudade.
Obrigado lua, só tu me compreendes.
Filipe Garrido
quinta-feira, junho 28, 2007
Hei, está aí alguém?
Ninguém diz nada.
Alguém me ouve?
Apenas o eco responde...
Vês, não existe mais ninguém,
Somos só nós dois.
Temos um mundo pela frente,
Por isso não partas
E lembra-te como era dantes.
E olha que não foi há muito.
É certo que foi rápido
Inesperado até,
Mas nem isso disfarça
A felicidade que sentímos.
Dilapidámos os nossos laços
Com o medo de nos perdermos
Mas ao fazer isso,
Corrompemos as almas
E a felicidade nada será
Senão pedaço de cristal
Embaciado pelo medo.
tu, sabes quem és...
Filipe Garrido
Ninguém diz nada.
Alguém me ouve?
Apenas o eco responde...
Vês, não existe mais ninguém,
Somos só nós dois.
Temos um mundo pela frente,
Por isso não partas
E lembra-te como era dantes.
E olha que não foi há muito.
É certo que foi rápido
Inesperado até,
Mas nem isso disfarça
A felicidade que sentímos.
Dilapidámos os nossos laços
Com o medo de nos perdermos
Mas ao fazer isso,
Corrompemos as almas
E a felicidade nada será
Senão pedaço de cristal
Embaciado pelo medo.
tu, sabes quem és...
Filipe Garrido
terça-feira, junho 26, 2007
Não, eu não sou poeta
Não, eu não sou poeta,
Apenas digo a verdade
Que ninguém sabe ouvir,
Falo da verdade do coração,
Aquela que mais dói
Que mais marca na pele.
Não, eu não posso ser poeta
Eu apenas sinto em cada poro
A força que universo encerra.
Tenho fascínio pelo simples
E afecto pelo complexo
Sou um amante do cristalino.
E talvez, se eu fosse poeta
Teria em mim a solução,
A resposta para o que sinto.
Dividiria o mundo em dois
E ficaria com as duas partes
Apenas por assim poder.
Mas eu não quero ser poeta
Quero antes ser inútil
E durar eternanamente.
Quero ser céu, sol, noite
Para ver-te todos os dias
Para estar sempre contigo.
Sim, contigo, oh ser cristalino que não percebes a transparência do que sentimos
Filipe Garrido
Apenas digo a verdade
Que ninguém sabe ouvir,
Falo da verdade do coração,
Aquela que mais dói
Que mais marca na pele.
Não, eu não posso ser poeta
Eu apenas sinto em cada poro
A força que universo encerra.
Tenho fascínio pelo simples
E afecto pelo complexo
Sou um amante do cristalino.
E talvez, se eu fosse poeta
Teria em mim a solução,
A resposta para o que sinto.
Dividiria o mundo em dois
E ficaria com as duas partes
Apenas por assim poder.
Mas eu não quero ser poeta
Quero antes ser inútil
E durar eternanamente.
Quero ser céu, sol, noite
Para ver-te todos os dias
Para estar sempre contigo.
Sim, contigo, oh ser cristalino que não percebes a transparência do que sentimos
Filipe Garrido
segunda-feira, junho 25, 2007
As palavras de nada servem
As palavras de nada servem
Se forem ditas em vão,
Se não segregarem em si
Os segredos de uma paixão.
Nada há que eu não faria
Se te tivesse do meu lado.
Inventaria um mundo
Se tal fosse preciso,
Onde a distância
Não afastaria ninguém.
Onde seria tudo telepatia
Pura música e poesia,
Ver-te-ia agora e sempre
Amar-te-ia eternamente.
Estas não são palavras vãs
Espero que tu ao vê-las,
Sintas algo dentro de ti
Algo mágico e fabuloso
Que apenas eu saiba sentir.
Quero dar-te forças para tudo
Para me amares, para viveres
Mas tenho o mundo contra mim.
Sinto-te um gato selvagem
Que sabe que cairá em pé,
Mas que por uma vez na vida
Quer cair em teus braços
Antes de chegar ao chão.
Para ti, Cristal
Filipe garrido
Se forem ditas em vão,
Se não segregarem em si
Os segredos de uma paixão.
Nada há que eu não faria
Se te tivesse do meu lado.
Inventaria um mundo
Se tal fosse preciso,
Onde a distância
Não afastaria ninguém.
Onde seria tudo telepatia
Pura música e poesia,
Ver-te-ia agora e sempre
Amar-te-ia eternamente.
Estas não são palavras vãs
Espero que tu ao vê-las,
Sintas algo dentro de ti
Algo mágico e fabuloso
Que apenas eu saiba sentir.
Quero dar-te forças para tudo
Para me amares, para viveres
Mas tenho o mundo contra mim.
Sinto-te um gato selvagem
Que sabe que cairá em pé,
Mas que por uma vez na vida
Quer cair em teus braços
Antes de chegar ao chão.
Para ti, Cristal
Filipe garrido
quarta-feira, maio 30, 2007
Espírito livre
Eu sei que estás aí,
Mas finges que não me vês
Finges que não me ouves
Finges...
Vejo as imagens que tens na mente
Vejo-te como nunca vi, (telepatia).
Sei que queres voar,
Pois, eu também.
Por isso não te prenderei as asas
Podes voar à vontade
Tens um espírito livre
Mas eu não te quero perder.
Passeio nas rédeas do vento
E flutuo neste sentimento
Voo, então, para os seus braços.
Os braços de quem me prende
Mas quem eu não posso conter.
Deixo-me vulnerável
À tudo que tu me deres,
Mas quem diz tudo diz nada
Quem diz nada, cala-se...
Silêncio...
Vazio...
Vácuo...
Para ti...aqui...e agora...
Filipe Garrido
Mas finges que não me vês
Finges que não me ouves
Finges...
Vejo as imagens que tens na mente
Vejo-te como nunca vi, (telepatia).
Sei que queres voar,
Pois, eu também.
Por isso não te prenderei as asas
Podes voar à vontade
Tens um espírito livre
Mas eu não te quero perder.
Passeio nas rédeas do vento
E flutuo neste sentimento
Voo, então, para os seus braços.
Os braços de quem me prende
Mas quem eu não posso conter.
Deixo-me vulnerável
À tudo que tu me deres,
Mas quem diz tudo diz nada
Quem diz nada, cala-se...
Silêncio...
Vazio...
Vácuo...
Para ti...aqui...e agora...
Filipe Garrido
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Último assalto
Não pensem por favor
Que eu sou um zero à esquerda
Pois nesta nobre raça
Eu estou entre os poucos.
Eu sou o rei do disfarce
E estou fora de controlo.
Com um toque de classe
Dou-te uma lição de assassino
Duas vezes numa vida
Eu tive uma mente brilhante
Inteligência artificial.
Na terra da liberdade
Onde jogar é morrer
Eu sou o rei dos sonhos
O pequeno génio.
Mas não digam nada.
Este é o último lugar da terra
Em que chamar-me-ão mentiroso
Já não sou o furacão adormecido
Partam, antes que anoiteça
Eu estou protegido
Tenho coração de trovão
E agora será impossível
Evitar um crime no paraíso.
Este é o último assalto.
Filipe Garrido
Que eu sou um zero à esquerda
Pois nesta nobre raça
Eu estou entre os poucos.
Eu sou o rei do disfarce
E estou fora de controlo.
Com um toque de classe
Dou-te uma lição de assassino
Duas vezes numa vida
Eu tive uma mente brilhante
Inteligência artificial.
Na terra da liberdade
Onde jogar é morrer
Eu sou o rei dos sonhos
O pequeno génio.
Mas não digam nada.
Este é o último lugar da terra
Em que chamar-me-ão mentiroso
Já não sou o furacão adormecido
Partam, antes que anoiteça
Eu estou protegido
Tenho coração de trovão
E agora será impossível
Evitar um crime no paraíso.
Este é o último assalto.
Filipe Garrido
Assinar:
Postagens (Atom)