sábado, agosto 11, 2007

Aqui parto eu sozinho
No meio de coisas estranhas
Igual às coisas estranhas.

Emigrei novamente
Para longe do meu coração
Senti-me em quase tudo
Em cada raio de sol
Que deslumbra as gotas de orvalho
Numa manhã insonsa

Desbravei os caminhos
Até então por se descobrirem
Seguindo assim,
Meu rumo verdadeiro.
Perdi por entre os trilhos
Descendo a encosta até ao rio
E vi-te numa outra margem
Debruçada sobre os montes.

Olhei dentro dos montes
Que se fundiam com o céu
Encontrei-te criatura
Na ilusão de seres eternamente bela.
Senti que deveria voltar
Por força do desprezo do mundo.
E por pensar já estar livre
Regressei à casa,
Para prender-me novamente
No que eu sinto por ti

Perto de ti, terei vida eterna, minha musa...


Filipe Garrido

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