quarta-feira, maio 30, 2007

Espírito livre

Eu sei que estás aí,
Mas finges que não me vês
Finges que não me ouves
Finges...
Vejo as imagens que tens na mente
Vejo-te como nunca vi, (telepatia).
Sei que queres voar,
Pois, eu também.
Por isso não te prenderei as asas
Podes voar à vontade
Tens um espírito livre
Mas eu não te quero perder.

Passeio nas rédeas do vento
E flutuo neste sentimento
Voo, então, para os seus braços.
Os braços de quem me prende
Mas quem eu não posso conter.
Deixo-me vulnerável
À tudo que tu me deres,
Mas quem diz tudo diz nada
Quem diz nada, cala-se...
Silêncio...
Vazio...
Vácuo...


Para ti...aqui...e agora...



Filipe Garrido