Podem chamar-me supersticioso
Por pensarem que assim sou
Posso parecer um louco orgulhoso
Ou até mesmo um usurpador
Mas nada, nem nenhum desses nomes,
Que vocês tanto teimam em me chamar,
É capaz de me descrever.
Por favor não me julguem
Vocês não sabem qual a sentença
Nem a pena que eu mereço.
Sei que não sou culpado
Nem tão pouco inocente
Pois não fui eu quem fez isso…
Não inventei essas palavras
Nem outra que vocês conheçam
Mas se teimam tanto em julgar-me
Se tanto insistem em dar-me um nome
Inventem então uma palavra,
Um adjectivo só para mim
Pois eu poderia ser um pouco insano
Mas nunca gostei desse termo.
Talvez por ventura eu seja
Um puro e simples sonhador.
Filipe Garrido
sexta-feira, dezembro 30, 2005
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Porque teimas em partir
Porque teimas em partir
Quando eu pretendo ficar?
Porque te afastas
Quando tento tocar-te?
Porque insistes em chorar
Quando te quero a sorrir?
Porque não vens ter comigo
Aqui neste meu sonho?
Porque abalas
Levando o meu coração?
Ao menos deixa-me o teu
Se não for pedir demais,
Porque olha que o meu
Já o tens, faz tempo.
Porque teimas em deixar-me
Aqui comigo próprio?
Ao menos deixa-me algo
Que preencha este vazio.
Mas tu insistes novamente
E levas-me o coração
Enrolado na teimosia
Que afirmas em oferecer-me.
Filipe Garrido
Quando eu pretendo ficar?
Porque te afastas
Quando tento tocar-te?
Porque insistes em chorar
Quando te quero a sorrir?
Porque não vens ter comigo
Aqui neste meu sonho?
Porque abalas
Levando o meu coração?
Ao menos deixa-me o teu
Se não for pedir demais,
Porque olha que o meu
Já o tens, faz tempo.
Porque teimas em deixar-me
Aqui comigo próprio?
Ao menos deixa-me algo
Que preencha este vazio.
Mas tu insistes novamente
E levas-me o coração
Enrolado na teimosia
Que afirmas em oferecer-me.
Filipe Garrido
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