Num dia de tempestade
Eles chegaram
E em defesa de uma nação
Por segredos e mentiras
Os fugitivos loucos
Quebraram a fronteira do silêncio
E dissolveram o enigma da pirâmide.
Mal posso esperar
Para que nesse tempo de guerra
Consiga um lugar ao sol
Embora sem grandes esperanças
E farto de viver na escuridão
Navego nas ondas da paixão
Mesmo estando amaldiçoado
Resisto a uma perigosa tentação
E descubro que a coisa mais doce
É um romance do outro mundo.
Descontrolado
Desvendo a melhor forma de morrer
E enquanto estou preso no nevoeiro
Eles soltam as estrelas
E neste jardim do cimento
Em que há demasiada carne
Quase sinto o cheiro da morte
Filipe Garrido
domingo, outubro 30, 2005
Tempo morto sem lugar
Sou o tempo morto sem lugar
Aquele que é desconhecido
Sou a justiça forjada pela tua mente
Sou o pólo oposto da superioridade humana
O futuro insípido de tua perfeição
Sou o timorato passado de um idiota
Sou a alma de um cão
Sou o metal menos precioso da terra
Ou a droga mais ilegal do mundo
Sou o defeito programado pela morte.
Sou o triste reflexo de uma vida inventada
Sou a história animada
De um amor inacabado
Sou o sol, sou o rock’n’roll
Sou o fruto proibido que alguém inventou
Sou o parvo aventureiro sem sorte
O abismo sorvido pela tua frieza
Sou a inquietude da tua certeza
Sou um livro aberto feito para se fechar
Sou o documento em branco
Que todos querem ler
Afinal, eu sou tudo que queres ser.
Filipe Garrido
Aquele que é desconhecido
Sou a justiça forjada pela tua mente
Sou o pólo oposto da superioridade humana
O futuro insípido de tua perfeição
Sou o timorato passado de um idiota
Sou a alma de um cão
Sou o metal menos precioso da terra
Ou a droga mais ilegal do mundo
Sou o defeito programado pela morte.
Sou o triste reflexo de uma vida inventada
Sou a história animada
De um amor inacabado
Sou o sol, sou o rock’n’roll
Sou o fruto proibido que alguém inventou
Sou o parvo aventureiro sem sorte
O abismo sorvido pela tua frieza
Sou a inquietude da tua certeza
Sou um livro aberto feito para se fechar
Sou o documento em branco
Que todos querem ler
Afinal, eu sou tudo que queres ser.
Filipe Garrido
quarta-feira, outubro 26, 2005
Rua da amargura
Não será por ventura
Que eu estarei aqui
Nesta rua da amargura
Como vim não percebi.
De um lado da rua
Vejo alguns pedindo esmolas
É uma imagem tão crua
Que nem mostram nas escolas
Do outro lado é bem mais frio
Estão os famosos homens ricos
Mas que em termos de auxílio
São mais pobres que um penico
E eu estou aqui parado
Sem saber o meu lugar
Não escolherei o meu lado
Enquanto não te encontrar.
Filipe Garrido
Que eu estarei aqui
Nesta rua da amargura
Como vim não percebi.
De um lado da rua
Vejo alguns pedindo esmolas
É uma imagem tão crua
Que nem mostram nas escolas
Do outro lado é bem mais frio
Estão os famosos homens ricos
Mas que em termos de auxílio
São mais pobres que um penico
E eu estou aqui parado
Sem saber o meu lugar
Não escolherei o meu lado
Enquanto não te encontrar.
Filipe Garrido
Bom dia, tristeza
Bom dia, tristeza.
Ensina-me a viver
Entre o ódio e o amor.
O comboio do destino
Deixou-me sem limites.
O meu passado sangrento,
Impermeável a amores reprimidos
E escasso de inocência,
Mostra que do outro lado da noite
Há um futuro radioso.
Quisera eu ser estúpido
Ou um prisioneiro incurável
Sem recordações do caos.
Quisera eu ser o homem das estrelas
À sombra da corrupção
Ou talvez um ogre
Que num pronúncio de morte
Descontrolado e falso
Vendesse ilusões.
E com um certo modo de rir,
Por crimes calculados
E planos falhados
Como a caixa da Pandora,
Partiria numa incrível jornada
Com uma máquina do tempo
Até ao dia em que mundo acabou.
Filipe Garrido
Ensina-me a viver
Entre o ódio e o amor.
O comboio do destino
Deixou-me sem limites.
O meu passado sangrento,
Impermeável a amores reprimidos
E escasso de inocência,
Mostra que do outro lado da noite
Há um futuro radioso.
Quisera eu ser estúpido
Ou um prisioneiro incurável
Sem recordações do caos.
Quisera eu ser o homem das estrelas
À sombra da corrupção
Ou talvez um ogre
Que num pronúncio de morte
Descontrolado e falso
Vendesse ilusões.
E com um certo modo de rir,
Por crimes calculados
E planos falhados
Como a caixa da Pandora,
Partiria numa incrível jornada
Com uma máquina do tempo
Até ao dia em que mundo acabou.
Filipe Garrido
quarta-feira, outubro 19, 2005
Angústia
Desculpa se me ouviste gritar
Mas precisava de me libertar
Já estou farto de conservar
Os meus olhos em silêncio
Raros foram os momentos
De todos que já vivi
Em que os meus pensamentos
Afastaram-se de ti
Talvez eu pudesse odiar-te
Mas cada vez te amo mais
Talvez eu pudesse ignorar-te
Mas cada vez é mais difícil
Tenho o espírito perturbado
Sinto-me arrependido
Penso que poderia fazer melhor
É agonizante ter de viver sem ti
E só me resta gritar
Preciso de me libertar
Da angustia que me incorpora.
Filipe Garrido
Mas precisava de me libertar
Já estou farto de conservar
Os meus olhos em silêncio
Raros foram os momentos
De todos que já vivi
Em que os meus pensamentos
Afastaram-se de ti
Talvez eu pudesse odiar-te
Mas cada vez te amo mais
Talvez eu pudesse ignorar-te
Mas cada vez é mais difícil
Tenho o espírito perturbado
Sinto-me arrependido
Penso que poderia fazer melhor
É agonizante ter de viver sem ti
E só me resta gritar
Preciso de me libertar
Da angustia que me incorpora.
Filipe Garrido
Mundo perdido
Que mundo perdido é esse?
Onde as pessoas não dão nada
Senão os seus olhares ressequidos
Olhares de nada, para o nada
Não há sorrisos nem palavras
Só o mesmo resto sem expressão
O mesmo corpo, casulo orgânico
Cápsula espacial com vida escondida
Já quase mortos por não a saborearem
Vão e vêm, mas não vivem
São escravos dos tempos modernos
Escravos de outros escravos
E o mundo dá voltas
Mas as pessoas, não.
Filipe Garrido
Onde as pessoas não dão nada
Senão os seus olhares ressequidos
Olhares de nada, para o nada
Não há sorrisos nem palavras
Só o mesmo resto sem expressão
O mesmo corpo, casulo orgânico
Cápsula espacial com vida escondida
Já quase mortos por não a saborearem
Vão e vêm, mas não vivem
São escravos dos tempos modernos
Escravos de outros escravos
E o mundo dá voltas
Mas as pessoas, não.
Filipe Garrido
quarta-feira, outubro 12, 2005
Há momentos na vida
Há momentos na vida
Em que a realidade
É mais bonita que o sonho
Parece que está escrito
Que o sonho é sempre bonito
E a vida é uma ilusão
Ou um ponto de perdição
Já passaram anos a mais
Para que continuemos iguais
A vida é um universo
Que não cabe num só verso
Já sabem que a vida real
Está entre o bem e o mal
A vida é uma criancinha
Nas asas de uma andorinha
Um sonho não existe sem vida
É uma realidade distorcida
A vida sem sonhos é triste
Mas que existe, existe.
Filipe Garrido
Em que a realidade
É mais bonita que o sonho
Parece que está escrito
Que o sonho é sempre bonito
E a vida é uma ilusão
Ou um ponto de perdição
Já passaram anos a mais
Para que continuemos iguais
A vida é um universo
Que não cabe num só verso
Já sabem que a vida real
Está entre o bem e o mal
A vida é uma criancinha
Nas asas de uma andorinha
Um sonho não existe sem vida
É uma realidade distorcida
A vida sem sonhos é triste
Mas que existe, existe.
Filipe Garrido
Fútil
Sim, eu sou fútil
E então, qual é o problema?
Eu sei que a insignificância do meu ser
Adicionada a soberania da minha alma
Fazem-me ser nada mais que o vazio
O inevitável e desditoso vazio
Mas não pensem que não gosto
Ou que não desejo ser assim,
Antes pelo contrário
Gostaria de ser ainda mais fútil
Mais oco por dentro, mais longínquo
Eu pensava que seria duro
Ser o que sou agora
Mas o receio de uma evolução
Neste caso, retrógrada, faz-me crer
Que serei sempre resistente.
Um sobrevivente.
Cada vez mais vivemos
Num mundo mais imperfeito,
Num mundo mais irreal
A realidade deturpa-se
Perturbando os nossos sonhos
Mas eu sou fútil
Já não tenho sonhos.
Filipe Garrido
E então, qual é o problema?
Eu sei que a insignificância do meu ser
Adicionada a soberania da minha alma
Fazem-me ser nada mais que o vazio
O inevitável e desditoso vazio
Mas não pensem que não gosto
Ou que não desejo ser assim,
Antes pelo contrário
Gostaria de ser ainda mais fútil
Mais oco por dentro, mais longínquo
Eu pensava que seria duro
Ser o que sou agora
Mas o receio de uma evolução
Neste caso, retrógrada, faz-me crer
Que serei sempre resistente.
Um sobrevivente.
Cada vez mais vivemos
Num mundo mais imperfeito,
Num mundo mais irreal
A realidade deturpa-se
Perturbando os nossos sonhos
Mas eu sou fútil
Já não tenho sonhos.
Filipe Garrido
quarta-feira, outubro 05, 2005
Para sempre
Deixa-me só no meu canto
Deixa-me aqui para sempre
Porque esse é o tempo
Que ficarei longe de ti
Nada mais posso fazer por ti
Nada mais posso esperar de ti
Passámos muito tempo juntos
Quase todos os dias
Era como o Sol nascer para sempre
Mas para sempre nunca é eterno
E hoje é mais um dia
Que não é para sempre
E a verdade é única
Ter-te-ei na mente eternamente.
Já tentei enganar-me
“Isto não será para sempre”
Mas estarás presente para sempre
Sacrificaria tudo
Fosse o que fosse
Para ter-te aqui
Para sempre.
Filipe Garrido
Deixa-me aqui para sempre
Porque esse é o tempo
Que ficarei longe de ti
Nada mais posso fazer por ti
Nada mais posso esperar de ti
Passámos muito tempo juntos
Quase todos os dias
Era como o Sol nascer para sempre
Mas para sempre nunca é eterno
E hoje é mais um dia
Que não é para sempre
E a verdade é única
Ter-te-ei na mente eternamente.
Já tentei enganar-me
“Isto não será para sempre”
Mas estarás presente para sempre
Sacrificaria tudo
Fosse o que fosse
Para ter-te aqui
Para sempre.
Filipe Garrido
domingo, outubro 02, 2005
Dia após dia
Quero encontrar o mundo
Como nunca antes fiz
Quero apaixonar-me
Dia após dia
Não quero um lugar
Melhor que o paraíso
Quero sentir-me novo
Dia após dia
Há coisas que eu sei
Que jamais poderia ter
Mas não será por isso
Que esquecerei os meu sonhos
Quero engolir o céu
E beber o oceano
Eu quero todos planetas
A dançar ao meu ritmo
Quero encontrar alguém
Tão perfeita quanto tu
Quero renascer
Dia após dia
Quero deslizar no ar
Abraçar-te com o teu fogo
Quero dinamizar-me
Dia após dia
Filipe Garrido
Como nunca antes fiz
Quero apaixonar-me
Dia após dia
Não quero um lugar
Melhor que o paraíso
Quero sentir-me novo
Dia após dia
Há coisas que eu sei
Que jamais poderia ter
Mas não será por isso
Que esquecerei os meu sonhos
Quero engolir o céu
E beber o oceano
Eu quero todos planetas
A dançar ao meu ritmo
Quero encontrar alguém
Tão perfeita quanto tu
Quero renascer
Dia após dia
Quero deslizar no ar
Abraçar-te com o teu fogo
Quero dinamizar-me
Dia após dia
Filipe Garrido
sábado, outubro 01, 2005
O sol precisa de brilhar
O sol precisa de brilhar,
E o tempo não pode parar
Tu precisas de sorrir
Senão eu irei chorar
Já não precisas de esperar
Eu tenho tudo que procuras.
Juntarei as palavras ressequidas
Que há tanto não pronunciamos
E tudo que quero fazer
É transformar a tristeza em alegria
E tirar forças das minhas fraquezas.
Poderei perder-me por momentos
Mas continuarei a lutar
Reponderei as tuas perguntas
E saciarei as expectativas
Posso não me encontrar
Mas ao menos estarei contigo…
Para Milene
Filipe Garrido
E o tempo não pode parar
Tu precisas de sorrir
Senão eu irei chorar
Já não precisas de esperar
Eu tenho tudo que procuras.
Juntarei as palavras ressequidas
Que há tanto não pronunciamos
E tudo que quero fazer
É transformar a tristeza em alegria
E tirar forças das minhas fraquezas.
Poderei perder-me por momentos
Mas continuarei a lutar
Reponderei as tuas perguntas
E saciarei as expectativas
Posso não me encontrar
Mas ao menos estarei contigo…
Para Milene
Filipe Garrido
Tolo
Nunca sei o que fazer,
Nunca sei o que dizer.
Basta um olhar e enlouqueces-me,
Eu não consigo lutar,
Não consigo adormecer.
Eu sou um tolo!!!
Estás na minha mente
Desde que te vi pela primeira vez,
Eu sabia que tinha de te conhecer,
Tu eras tudo para mim,
Mas eu nunca soube o que dizer,
Nunca soube o que fazer,
Por isso partes…
Não acredito no tolo que sou,
Tenho estado a espera
De alguém como tu,
Mas sei que nada posso fazer.
Amei-te na primeira vez que te vi,
Amar-te-ei a cada vez que te vir.
Nunca pensei que chegasse o dia
Em que me dissesses o que ouvi.
Tudo parecia tão bem.
Porquê que isso tinha de acontecer???
Como pude ser tão criança,
E olhar para tudo com esperança?
E para que te sirva de consolo,
Tens razão ao chamar-me tolo.
Agora eu sei,
Nada é eterno!!!
Mas eu não vou partir,
Não quero que sofras com isso,
Não quero que penses
Que o mundo está contra ti.
Vou ficar para provar-te
Que sou um tolo que te ama.
(já é antigo, mas sinto que continuo o mesmo)
Filipe Garrido
Nunca sei o que dizer.
Basta um olhar e enlouqueces-me,
Eu não consigo lutar,
Não consigo adormecer.
Eu sou um tolo!!!
Estás na minha mente
Desde que te vi pela primeira vez,
Eu sabia que tinha de te conhecer,
Tu eras tudo para mim,
Mas eu nunca soube o que dizer,
Nunca soube o que fazer,
Por isso partes…
Não acredito no tolo que sou,
Tenho estado a espera
De alguém como tu,
Mas sei que nada posso fazer.
Amei-te na primeira vez que te vi,
Amar-te-ei a cada vez que te vir.
Nunca pensei que chegasse o dia
Em que me dissesses o que ouvi.
Tudo parecia tão bem.
Porquê que isso tinha de acontecer???
Como pude ser tão criança,
E olhar para tudo com esperança?
E para que te sirva de consolo,
Tens razão ao chamar-me tolo.
Agora eu sei,
Nada é eterno!!!
Mas eu não vou partir,
Não quero que sofras com isso,
Não quero que penses
Que o mundo está contra ti.
Vou ficar para provar-te
Que sou um tolo que te ama.
(já é antigo, mas sinto que continuo o mesmo)
Filipe Garrido
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