quarta-feira, março 25, 2009

Essa tal Liberdade

O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade
Se estou na solidão pensando em você
Eu nunca imaginei sentir tanta saudade
Meu coração não sabe como te esquecer

Eu andei errado, eu pisei na bola
Troquei quem mais amava por uma ilusão
Mas a gente aprende, a vida é uma escola
Não é assim que acaba uma grande paixão

Quero te abraçar, quero te beijar
Te desejo noite e dia
Quero me prender todo em você
Você é tudo o que eu queria

O que é que eu vou fazer com esse fim de tarde
Prá onde quer que eu olhe lembro de você
Não sei se fico aqui ou mudo de cidade
Sinceramente amor, não sei o que fazer

Eu andei errado, eu pisei na bola
Achei que era melhor tocar outra canção
Mas a gente aprende, a vida é uma escola
Eu troco a liberdade pelo teu perdão


Quero te abraçar, quero te beijar
Te desejo noite e dia
Quero me prender todo em você
Você é tudo o que eu queria

Só Para Contrariar
Sou a sombra de um homem só
Abandonado à própria sorte
Obrigado a medir suas pegadas
Sem poder arriscar-se no amor.
Sou o culpado pelos crimes da loucura
Da minha, da tua, da nossa.
Agora preso vivo eu sem ti
A espera que um dia livre
Me venhas resgatar.
Sou a sombra daquilo que tivemos
O rosto triste da minha mágoa.
Um dia morrerei, não tarda
Mas sem ti será ainda mais breve.



Filipe Garrido

segunda-feira, março 23, 2009

Chamei de amiga a tristeza II

A tristeza é a minha única amiga
E agora está de volta
Chega em breve não sei de onde
E devo recebê-la
Tenho vontade de abraçá-la
Dar-lhe as boas vindas.

Hoje é o grande dia
Reverei a minha amiga
Todos os dias lembro-me dela
Hoje estarei com ela
Sei que não devíamos ser amigos
Mas é inevitável.

Hoje é o dia do teu casamento
E eu não estarei presente
Vou buscar a minha amiga tristeza
Que em breve regressará
Queria receber-te em dela
Mas parece-me impossível

Quando a tristeza chegar
Trará outras desgraças.
Vou culpar-me por tudo que te fiz
E pelo nada que fiz.
Espero que ela até ao fim
Quero ter-te de volta

Não dar à tristeza
Vou me afastar dela em breve
Sim, ela é minha única amiga
Mas nada posso fazer
Vou atrás de ti, agora mesmo
Desta vez a tristeza tem que esperar


Não quero ver-te triste,não quero ficar triste
Mar&Lua

Filipe Garrido
Eu, já escrevi muitas palavras
Descrevendo o que é o amor
Mas se alguém perguntar
O motivo de tanta dor
Não saberei responder

Eu já vivi muitas ilusões
Já sobrevivi a paixões
Sem sentido
E se perguntares quem sou
Apenas responderei
Que, sou um fracasso da vida
Talvez eu adore sofrer.

Quando podia ser feliz
Concentrei-me na tristeza
Concentrei-me a amargura que não tinha
Na saudade das coisas vãs
Concentrei-me em tudo
Menos em ti.



Filipe Garrido
Vi-te passar numa estrada vazia
Perdida do medo de ti
Deixei-me levar nesta vida,
Pelos caminhos que percorri
Por todas as coisas que sentia
No momento da tua partida.

Partiste, tantas vezes sem mim
Que sempre lembrar-me-ei
Sem por segundos esquecer
Que tudo aquilo que eu sei
Apesar de ser parte do fim
É algo que ninguém quer

Ninguém quer saber tudo
Nesta vida desvairada
A nossa mente tudo comporta
Se saber que não se sabe nada
Na verdade é saber tudo
Então,só o nada importa

E se eu para ti nada sou
Só muito importante para ti
Se eu não te afastasse de mim
De momento estarias aqui
Já não sei para onde vou
Mas irei contigo até ao fim



Filipe Garrido

domingo, março 22, 2009

Sangue Mariano

A vida corre-me por entre os dedos
Como a água que me foge das minhas mãos
Débeis na vontade de matar a sede
A vida foge-me como morcego
Que foge da luz em voo picado
Atrapalhado e descompassado
Será que tu também me foges?
Tu que me fazes lutar contra a natura
Tu que me fazes sentir imortal
Contra todas as adversidades que a vida me oferta
Tu que me fazes lutar contra a força das avalanches
Tu que como o mar e a lua
Inspiras-me a combater
Como um guerreiro destemido,
Aclamado herói
Que combate contra um exercito espartano
Ávido de sangue, de morte
O vento carrega-me para ti
O tempo, já não sei
O sol, está contra nós
E os seres de cristal já não existem.
Por ti,
Sou poeta com sangue mariano
Que nas demandas que a vida oferece
Renasce pelas cinzas paternas
Das vozes sorumbáticas
Que ecoam no meu coração
Quando pensa o passado.

Refluo nas indulgências recentes
Do tormentos da saudade que havia
Faço de mim um novo mártir
Nesta guerra sem cessar
Sem tréguas nem rendições
Somente travado pelo "arrebenta a bolha"



Filipe Garrido

quinta-feira, março 19, 2009

Estou perdido nas descobertas
Dos amores de tempos de antanho
Como sempre nada era perfeito
A não ser o que eu já senti.
Por muito que o mundo tenha
Tentado desfazer-se de mim
Encontro forças nele mesmo
E sei que não vou perder
Afirmo todas as verdades
Como sendo parte de mim
O meu coração é uma pedra
Perdida no meio da mar
O meu amor é uma estrela
Escondida atrás da lua.
O mundo tem tantas cores
E tu tens tantos amores.
Mas mesmo assim, não quis saber
A tua experiência não contou.
Só o meu medo,
O meu querer ser indiferente
A tudo e todos.
Não sei se voltarei a ser o mesmo
Mas sei que não voltaremos a ser o mesmo.
Por pouco que possamos ter
Para mim já será muito,
Mas vou querer mais, meu amor.



Filipe Garrido

terça-feira, março 17, 2009

À beira da praia

Faço uma rima à beira da praia,
Descanso o olhar no voo da gaivota
E trino a viola pensando em ti,
Chorando lágrimas por quem eu perdi.

E este verso enrolado na areia
Levado pelo mar chegará à ti,
No teu coração sentirás meu poema,
Tocando em ti como eu já te senti.

Invoco a lua diante do mar,
Arrefece o dia, eu embalo o luar
E canto para ti oferecendo amor,
Sabendo que o mesmo não me podes dar.

E nesse vai, não vai e não volta
Observo a Kianda, bailando ao luar,
Cantando para quem queira escutar
E roubando o coração de quem sabe amar.

Lamento o tempo que em tempos perdemos
E nunca vivemos para calar o silêncio
Da nossa voz perdida no ar
Como nos cala a beleza da lua e do mar.

Carrego então a dor da despedida
Da ferida sentida que teima em sarar,
Por amor rasgada, de vida despida
Pelas mãos do poeta que não sabe amar.



Filipe Garrido

segunda-feira, março 16, 2009

Não será hoje, nem nunca
Que eu te vou esquecer
Tens um pedaço de mim
Eu sinto que tenho um pedaço teu
Grudado no meu peito
No lugar do coração

Não será amanhã também
Não sei se esse dia virá
Longe de ti, tudo é lento
Tudo demora eternidades
Mil e uma eternidades

O nada de repente faz sentido
Dou importância a coisas fúteis
Tudo parece sem sentido

Hoje, aqui sem ti, olho para trás
Com esperança que o nosso passado
Seja um dia o nosso futuro



Filipe Garrido

domingo, março 15, 2009

O poeta nasceu e sentou
Pegou num mundo em branco
E começou a criar
Criou o céu e depois a terra
Foi colocando vida em si
Separou a terra por mares
E pelo meio alguns rios
Fez os polos gélidos
E um equador tropical
O poeta estava a gostar
Por isso então continuou

O poeta fez tudo aquilo
Que pensou que havia para fazer
Era feliz, muito feliz
Mas então criou o amor
A mais pura ilusão
O poeta eufórico
Criou as estrelas no céu
Mas de repente tudo mudou
Não tinha amor correspondido
Do céu caíram cometas
Da terra surgiram vulcões
Tudo o que é belo morreu

O poeta está a morrer
Por amor de um alguém
Que não consegue alcançar
Agora o poeta chora
Mágoas de um mundo perdido
Esse poeta sou eu
Chora pelo mar, pela lua
Chora por amor
E o amor é por ti.


Filipe Garrido

sábado, março 14, 2009

Já chegámos à estação
E temos de nos separar.
Nunca te senti tão longe,
O comboio poderia esperar
Mas já não há tempo,
Ele parece chamar por ti.

Porque não o deixámos partir
E ficamos cá só os dois?
Mudemos de vida aqui e agora
Anda, deixa-o ir embora
Voltemos atrás por agora
Para fundirmos as nossas vidas.

Está certo, não nos conhecemos
Mas eu tirei-te a fita cola do joelho
E sinto que temos algo em comum
Não, não é apenas o curso
É algo bem mais superior
Não sei como dizer-te

Encontrei-te entre campos
Viajámos juntos até aqui
Isto é o oriente? Longa viagem.
Onde quer que tu vás,
Quero voltar a encontrar-te
No entroncamento das nossas vidas.


Filipe Garrido

quinta-feira, março 12, 2009

Noite negra

Esta é a noite negra
De todas as noites negras
Que eu já vivi.
Eu fiel marinheiro,
Viajante sem rumo,
Perdi a companhia da lua
E o mar está contra mim.
Noite maldita
Que me queres roubar a vida.
A honra, o carácter,
Tudo em causa nesta noite sem fim.
A dor que brincava às escondidas
Surgiu como a luz do sol
Num dia de inverno,
Sem avisar.
E eu aqui só, pensando em ti
Noite negra, que passo em Claro.
O que poderás querer de mim,
Que a ti recusei?
O que poderá surpreender-te,
Senão a minha morte?



Filipe Garrido

quarta-feira, março 11, 2009

Torre de Babel ou Sonhos

Torre de babel
Madrugada de cristal
As labaredas da paixão
Apoderaram-se de mim

E lá está ela pura e clara (Claro)
Iluminando a paisagem
Que diante mim se depara

E lá está ela quando eu vou
Lá está ela quando eu venho
Não passo aqui todos os dias
Mas quando passo lá está ela

Eu passo, ela olha para mim
Sinto-me abraçado pelo seu olhar
Sinto-me bem assim
Mas continuo a viagem.

Espero que quando eu volte
Ela ainda aí esteja
Talvez eu vá ter com ela
Em vez de viver este sonho.



Filipe Garrido
Eu sei que por vezes pareço viver
Num mundo único
Onde sou dono de tudo
Convecido de todos os saberes
Dominado por todos os poderes
Eu, que fugi de um sonho
Por ti idealizado
Tu, que me roubas o ar
A cada vez que te oiço
Só te peço, por favor
Não arrastes o meu amor
Porque um dia ele salvar-nos-á.
Sei que arrastei o teu amor,
Vivo no meu mundo abafado
Aspirando o teu amor,
A única coisa que me dá vida.



Filipe Garrido