Esta é a noite negra
De todas as noites negras
Que eu já vivi.
Eu fiel marinheiro,
Viajante sem rumo,
Perdi a companhia da lua
E o mar está contra mim.
Noite maldita
Que me queres roubar a vida.
A honra, o carácter,
Tudo em causa nesta noite sem fim.
A dor que brincava às escondidas
Surgiu como a luz do sol
Num dia de inverno,
Sem avisar.
E eu aqui só, pensando em ti
Noite negra, que passo em Claro.
O que poderás querer de mim,
Que a ti recusei?
O que poderá surpreender-te,
Senão a minha morte?
Filipe Garrido
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