O tempo e o sol
Já todos sabem quem eu sou
Eu sou o tempo morto sem lugar
Aquele que vive sempre à deriva
Do tipo que vive a retratar
O amor, ou qualquer força relativa
Sou o dó que sai da tua voz
Um tom de esperança de vida
Sou talvez o teu destino atroz
Que sempre deixar-te-á sem saída
Beija-me e incendeia a minha paixão
Consome-me num abraço sem medida
Acalenta os meus sonhos de ilusão
Agora e no momento da partida
Tu és o sol de quem procura a luz
Em sítios onde só as trevas moram
Tu és aquela que então reduz
A dor dos que mais sofrem, então choram.
Para ti, Sole Mio
Filipe Garrido