sábado, julho 11, 2009

Entre o silêncio e a palavra

Entre o silêncio e a palavra
Deveria existir algo mais
Deveríamos estar nós
Pois o teu silêncio mata-me
E o meu silêncio magoa-te.
As minhas palavras
Rasgam-te o coração
Feito facas de gumes
E as tuas palavras
Que antes, somente, quentes
Surgem tão frias
Que me gelam a pele.
O meu corpo jaz, a minha voz cala.
Como quebrar um silêncio
Se as palavras em nada ajudam?
Com um toque, um abraço, um olhar?
Entre a palavra e o silêncio
O nada existe.


Filipe Garrido