segunda-feira, outubro 30, 2006

Hoje morrerei

Hoje morrerei
Não haja dúvidas sobre isso.
O mundo já se preparou
E o céu até já chora.
Vou partir, hoje, para sempre.
O mar está bravo,
Os pássaros já nem cantam.
Relâmpagos irão cair
E eu, partirei sozinho.
Todas as ilusões
E todas as desilusões,
Juntar-se-ão hoje então
Para seguir-me para o outro lado.
Nada mais levarei comigo.
Quando eu morrer
O céu abrir-se-á,
Para que o sol me veja brilhar
E para deixar-me seguir o caminho.
Depois de tudo isso
Chegará a idade das trevas,
Nada mais será o mesmo.
O mundo mudará.



Filipe Garrido

quarta-feira, outubro 25, 2006

Amanhã morrerei

Amanhã será por fim
O último dia da minha vida.
Toda a dor que há em mim
Será arrancada e repartida.

Amanhã morrerei
Mas antes disso, irei ver o mar.
Irei contemplar o céu,
Abraçarei uma árvore
E andarei descalço
Para sentir a terra.

Amanhã nada mais fará sentido
Por isso não perderei tempo.
Hoje sonharei, amanhã morrerei.
Já não me resta muito que viver,
Então gozarei cada momento
Até não mais poder.

Chorarei por tudo que perco
Sorrirei por tudo que tive,
Pois sei que fecharei os olhos
Para não mais os abrir.



Filipe Garrido