Toca-me por favor
Como mais ninguém o faz
Toca-me e sente o meu corpo
Porque mais ninguém o sente.
Todos aqueles que me tocam
Vêm e vão sem o sentir.
Tocam-me, pedem desculpas
Mas vão sem as desculpas.
Têm pressa, não sei porquê
Parecem fugir de mim,
Muitas vezes até parece
O jogo do “toca e foge”.
Mas tu não,
Tu tocas-me e ficas
Não pedes desculpas
Nem precisas de o fazer.
Toca-me ao de leve e lento
Ou com força e depressa
Mas toca-me por favor
E confirma a minha existência.
Filipe Garrido