Depois de ti, o nada, Tic Tac
O vazio toma conta de mim, Tic Tac
A dor que outrora era abafada pela tua voz
Surge agora rompendo os meus silêncios, Tic Tac
A agonia marcante pela tua ausência
Rasga-me a pele
Como cacos que me percorrem as veias e as artérias, Tic Tac
E destroem-me por dentro
Triturando-me a existência, Tic Tac
Choro lágrimas de Sangue
Dos mortos que me recordam, Tic Tac
A saudade corre como o tempo
E não me dá descanso. Tic Tac
Os sinais já não transportam mensagens
As mensagens transparentes
Quase invisíveis, Tic Tac
Tudo é faca de dois gumes
Não tenho protecção aqui
Onde só a tristeza habita, Tic Tac
O tempo não para
E para longe parece levar-nos.
Para Mariana
Filipe Garrido