Sou a sombra de um homem só
Abandonado à própria sorte
Obrigado a medir suas pegadas
Sem poder arriscar-se no amor.
Sou o culpado pelos crimes da loucura
Da minha, da tua, da nossa.
Agora preso vivo eu sem ti
A espera que um dia livre
Me venhas resgatar.
Sou a sombra daquilo que tivemos
O rosto triste da minha mágoa.
Um dia morrerei, não tarda
Mas sem ti será ainda mais breve.
Filipe Garrido
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