Quantas pétalas
Deverá esta rosa perder
Até que deixe de ser estimada?
Quanto deverei amar-te
Até ter-te ao meu lado?
Quantas primaveras
Dever-se-ão passar
Até que a andorinha
Sorria para mim?
Quantos cristais devo polir
Até que me consigas ver?
Quão perto
Deverei aproximar a lua
Para convencer-te
A lá ires comigo?
Quero-te tanto
Que não há tanto quanto
Que explique o porquê
De tanto querer.
Para ti... musa de cristal
Filipe Garrido
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