Os papéis rasgados
Sobre a secretária,
Folhas amarrotadas
Espalhadas pelo chão,
A luz insignificante
Que sai pelo candeeiro.
É o cenário do desespero
De um homem apaixonado.
Passa horas contínuas
Com uma caneta na mão
Sobre as resmas de folhas
Caem os pensamentos
Sentimentos falhados
Ou talvez ilusórios
Memórias de um sonho
Em tempos, perfeito.
Leio tais rabiscos
Nos pedaços de papel
Que falam de ti
E de mim também,
Olho para o homem
Que os terá escrito
Em tudo é igual a mim
Mas falta-lhe algo,
Quiçá esperança
De um amor vindo de ti.
Filipe Garrido
Nenhum comentário:
Postar um comentário