segunda-feira, julho 02, 2007

Sou o vento canibal
Que te marca a pele,
Sou um falso deus
Que teimas em seguir.
Sou a vedação que separa
A tua mente do teu ego.
Sou o teu reflexo no espelho
O pêndulo do teu coração,
Sou quem tu queres
Quando nunca chego.
Sou quem tu mais detestas
Quando estou presente.
Sim, eu isso e muito mais.
Sou a vida que te desperta
Ao início de cada dia
E a morte à espreita a cada noite.
Sou a causa do teu olhar vazio,
A água que mata a tua sede
E o alimento do teu corpo faminto.
Mas por muito que queiras
Não consegues admitir,
Mas eu sei, eu sei...



Filipe Garrido

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