segunda-feira, junho 25, 2007

As palavras de nada servem

As palavras de nada servem
Se forem ditas em vão,
Se não segregarem em si
Os segredos de uma paixão.
Nada há que eu não faria
Se te tivesse do meu lado.
Inventaria um mundo
Se tal fosse preciso,
Onde a distância
Não afastaria ninguém.
Onde seria tudo telepatia
Pura música e poesia,
Ver-te-ia agora e sempre
Amar-te-ia eternamente.

Estas não são palavras vãs
Espero que tu ao vê-las,
Sintas algo dentro de ti
Algo mágico e fabuloso
Que apenas eu saiba sentir.
Quero dar-te forças para tudo
Para me amares, para viveres
Mas tenho o mundo contra mim.
Sinto-te um gato selvagem
Que sabe que cairá em pé,
Mas que por uma vez na vida
Quer cair em teus braços
Antes de chegar ao chão.


Para ti, Cristal


Filipe garrido

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