Homem invisível,
Escória da sociedade,
Não há nada mais terrível
Que não saber a própria idade.
Ninguém sabe quem és
Nem tão pouco de onde vens,
Mas há-de chegar a vez
De mostrar tudo que tens.
Pela rua ouves o murmúrio
De uma vida melhor,
Mas só um bom augúrio
Cessará a tua dor.
És o único no mundo
Entre a morte e a fome,
Não és somente vagabundo
És um homem sem nome.
Filipe Garrido
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