No dia em que nasci
O Cupido sucumbiu
Deixando-me a praga
De amar sem ser amado.
Amado talvez eu seja
Mas não como eu queira
Quem não tem o que deseja
Por pouco se desespera.
Um olhar foi o que me deste
A minha vida quis eu dar-te
Não sabes mas me prendeste
E eu não quero libertar-te.
Quando amar é uma doença
Contagia todo o ser
Não a vacina que vença
O que não se pode bater.
Filipe Garrido
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