Podem chamar-me supersticioso
Por pensarem que assim sou
Posso parecer um louco orgulhoso
Ou até mesmo um usurpador
Mas nada, nem nenhum desses nomes,
Que vocês tanto teimam em me chamar,
É capaz de me descrever.
Por favor não me julguem
Vocês não sabem qual a sentença
Nem a pena que eu mereço.
Sei que não sou culpado
Nem tão pouco inocente
Pois não fui eu quem fez isso…
Não inventei essas palavras
Nem outra que vocês conheçam
Mas se teimam tanto em julgar-me
Se tanto insistem em dar-me um nome
Inventem então uma palavra,
Um adjectivo só para mim
Pois eu poderia ser um pouco insano
Mas nunca gostei desse termo.
Talvez por ventura eu seja
Um puro e simples sonhador.
Filipe Garrido
Um comentário:
E se deixassem o sonho comandar a vida? como sempre os teus poemas tocam me muito, principalmente pelo que transmites neles. Obrigada por partilhares*****
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