quarta-feira, outubro 05, 2005

Para sempre

Deixa-me só no meu canto
Deixa-me aqui para sempre
Porque esse é o tempo
Que ficarei longe de ti
Nada mais posso fazer por ti
Nada mais posso esperar de ti
Passámos muito tempo juntos
Quase todos os dias
Era como o Sol nascer para sempre
Mas para sempre nunca é eterno
E hoje é mais um dia
Que não é para sempre
E a verdade é única
Ter-te-ei na mente eternamente.
Já tentei enganar-me
“Isto não será para sempre”
Mas estarás presente para sempre
Sacrificaria tudo
Fosse o que fosse
Para ter-te aqui
Para sempre.



Filipe Garrido

Um comentário:

Anônimo disse...

ao ler os teus poemas lembrei-me de Florbela Espanca, e como não sei escrever tão bem como tu, cito esta parte do poema que tão bem define a alma de poeta:
"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!"

Parabéns pelo teu talento