Com a noite chegam as lágrimas
O desespero
Já nada pode ser igual
Já nada poderia ser igual
O grito que solto sai mudo
Ninguém o escuta
De tão ensurdecedor
A memória latente
Permanece suspensa
Como bola de cristal
Que se quebra se cair.
Eu choro, comigo chora o céu
E grita, troveja como mais ninguém.
A dor do amanhã chega hoje
Pelo que fiz ontem
Tempestade…
Filipe Garrido
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