quarta-feira, abril 08, 2009

Tempestade

Com a noite chegam as lágrimas
O desespero
Já nada pode ser igual
Já nada poderia ser igual
O grito que solto sai mudo
Ninguém o escuta
De tão ensurdecedor
A memória latente
Permanece suspensa
Como bola de cristal
Que se quebra se cair.

Eu choro, comigo chora o céu
E grita, troveja como mais ninguém.

A dor do amanhã chega hoje
Pelo que fiz ontem

Tempestade…



Filipe Garrido

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