Por vezes, sem que dês por isso
Fito o meu olhar em ti
Na pequena esperança
De que o teu corpo receba o meu
Na harmonia de uma fusão
Não só física, como mental
Tento estar onde estás
Secretamente vou vivendo em ti
Eu sei que para mim ainda és estranha
Mas isso não te faz menos bela
És perfeita para mim
Mas tu nunca reparas em mim
Eu estou em todo lado
Mas não me vês como eu a ti
E cada vez que me despeço de ti
Um pedaço meu fica contigo
E é como se o inverno
Tomasse conta do meu coração.
Rever-te é o regresso à primavera
É voltar a ouvir as andorinhas,
Voltar a viver.
Filpe Garrido
Um comentário:
Só te queria dizer que é muito bonito...e que continuas a espelhar a beleza da tua alma, com muito talento, nestes poemas...
Postar um comentário