Toca-me por favor
Como mais ninguém o faz
Toca-me e sente o meu corpo
Porque mais ninguém o sente.
Todos aqueles que me tocam
Vêm e vão sem o sentir.
Tocam-me, pedem desculpas
Mas vão sem as desculpas.
Têm pressa, não sei porquê
Parecem fugir de mim,
Muitas vezes até parece
O jogo do “toca e foge”.
Mas tu não,
Tu tocas-me e ficas
Não pedes desculpas
Nem precisas de o fazer.
Toca-me ao de leve e lento
Ou com força e depressa
Mas toca-me por favor
E confirma a minha existência.
Filipe Garrido
Um comentário:
e como o toque importa... parabéns! mais uma vez lindissímo, pelo poema em si, mas também pelo tema, muito relevante em todos os tipos de relação....
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